O Plano de Desenvolvimento Individual, também conhecido como PDI, é um projeto que procura alinhar os interesses das empresas aos anseios dos colaboradores. Sua finalidade é auxiliar o alcance de metas de curto e longo prazo, relacionadas tanto à carreira quanto à vida pessoal.
Ao elaborar um PDI, é possível organizar ideias, desejos, metas e, então, executar estratégias que as viabilizem. Dessa forma, um Plano de Desenvolvimento Individual é capaz de aumentar exponencialmente a motivação, o foco, a produtividade e a energia dentro e fora do ambiente de trabalho.

O que é PDI e para que ele serve?
O PDI, Plano de desenvolvimento Individual, é uma forma de ajudar um indivíduo a atingir seus objetivos, tanto profissional quanto pessoal, de curto e longo prazo.
Dessa maneira, o PDI é um caminho para carreira, onde busca alinhar os interesses do colaborador com os anseios da organização, como instituir desejos, ideias e transformá-los em um plano de ação, levando em consideração as metas de curto prazo, que se refere às competências a serem desenvolvidas para conseguir a atividade que deseja realizar.
Como resultado, visualizando o valor desse programa os ganhos virão naturalmente, pois o empregado terá o aumento do foco, motivação, energia e produtividade para o serviço, para que ele consiga chegar onde deseja.
Embora seja mais aplicado no âmbito organizacional, o PDI vai além das organizações e pode ser realizado sozinho, especialmente para quem busca autodesenvolvimento em sua carreira. Mas, para auxiliar na escolha dos objetivos, o ideal é que o roteiro e sua execução sejam acompanhados por um profissional, a fim de conquistar os resultados desejados sem sair do foco.
Como elaborar um PDI com eficiência?
Agora que você já sabe o que é PDI, deu para compreender o quão benéfico é aos colaboradores e às empresas, não é? Além de ajudar a identificar os pontos a serem desenvolvidos, o plano facilita a criação de métodos assertivos para o desenvolvimento individual e das organizações.
Entretanto, é necessário elaborá-lo com eficiência a fim de que proporcione bons resultados. Nesse sentido, separamos alguns aspectos a serem considerados durante a sua elaboração. Veja!
Estabeleça planos e metas
Comece definindo objetivos a curto, médio e longo prazo. Pense no futuro e liste alguns desafios para os próximos meses ou anos. Procure alinhar os anseios profissionais aos pessoais para que as áreas não entrem em conflito. Em seguida, defina metas para atingir esses objetivos. Essa é a melhor maneira de alcançar seus propósitos e de concretizar seus planos.
Calcule os custos necessários
Quem almeja o desenvolvimento profissional e pessoal precisa ficar por dentro dos custos necessários para esse crescimento. Essas despesas incluem cursos de aperfeiçoamento, eventos e seminários de capacitação, além da aquisição de livros, equipamentos ou ferramentas que o profissional pode usar durante a jornada para alcançar os objetivos.
Ter o conhecimento dos custos de cada ação, tanto relacionadas ao dinheiro quanto ao tempo, evita uma situação de desequilíbrio financeiro. Por isso, faça um levantamento de todos os custos necessários para cumprir as metas.
Defina um cronograma
Com o intuito de manter o foco e evitar a tentadora procrastinação, estabeleça um cronograma de ações com datas possíveis de realizar. Aqui, o ideal é definir prazos e separar tempo para cada ação/exercício necessário para atingir determinada meta. Todavia, você precisa ser razoável, pois não adianta estipular prazos apertados que não vai cumprir.
Faça uma análise da situação
Quando conhecemos o contexto da empresa, fica mais fácil ter controle sobre o que acontece nela. Por isso, é importante usar uma ferramenta para compreender as forças, as fraquezas, as oportunidades e as ameaças da organização.
Nesse contexto, o gestor da empresa ou o analista de Recursos Humanos pode conduzir essa análise. No caso de colaboradores autônomos, uma boa autoanálise comportamental pode apontar o que precisa ser melhorado.
Avalie pontos fortes e fracos
A base para um PDI eficiente é o mapeamento de competências, assim como a própria análise situacional do tópico anterior pode fornecer subsídios para isso. Diante disso, busque identificar as competências necessárias para atingir os objetivos.
Essa etapa também é ideal para realizar o mapeamento de perfil comportamental, que ajudará a aprimorar os pontos fortes e corrigir eventuais vulnerabilidades. Trata-se de um passo essencial para entender o que deverá ser executado a fim de alcançar tudo que se aspira.
Colete feedback de outras pessoas
A opinião de gestores, lideranças, colegas, colaboradores e clientes é sempre bem-vinda para a implementação do PDI. Nesse viés, o feedback também serve para validar objetivos e metas, além de aparar arestas.
Ainda, é importante dar feedback aos colaboradores, de forma individual, apontando os resultados colhidos em avaliações de desempenho, por exemplo.
Analise a situação atual e parta à ação
Depois de colocar em prática os passos anteriores, é hora de partir para a ação. Se for preciso, faça adaptações e costure pontas soltas. Implemente o plano estabelecido e adapte o que for necessário, de acordo com a interpretação dos resultados.
Contudo, é fundamental não se precipitar — o PDI funciona por passos. Aqui, é preciso manter o foco e produzir, tendo em mente que a estratégia pode ser sempre modificada.
Como fazer um bom PDI?
Um erro bastante cometido é não dar muita prioridade para esse processo na empresa e, por consequência, acabar fazendo um plano desalinhado, com pouco foco e pouco preciso. O PDI, assim como a Avaliação de Desempenho, a definição de OKRs e qualquer outro processo grande, precisa ser bem estruturado, pensado e conversado. Se isso não acontecer, pode haver conflitos desconfortáveis entre líderes e liderados.
Um exemplo disso é quando fica decidido que as metas de um colaborador é X e Y, porém, quando ele bate essas metas, a empresa percebe que elas não fizeram tanta diferença nos resultados gerais. O que acontece nessa situação? O colaborador é promovido mesmo sem ter trazido grandes resultados, apenas porque cumpriu as metas? Ou nada acontece e ele cumpriu as metas para nada? Independente da decisão, alguém nessa situação não será beneficiado. Por conta desse caso e de diversos outros, esse momento de decisão.
Quais são as boas práticas de PDI?
A forma de funcionamento do PDI cria um caminho que o colaborador precisa seguir, proporcionando um processo de desenvolvimento personalizado e específico. Assim, a estrutura do plano sempre alinha as expectativas do funcionário e da empresa, com boas práticas, tais como:
Defina objetivos
Quando você pensa onde deseja chegar, precisa definir bem os objetivos para alcançá-los. Você deve alinhar as atividades ao desenvolvimento de competências importantes para os objetivos da empresa e as metas dos colaboradores. Para não perder o foco ou desmotivar, você deve dividir os objetivos em maiores e menores, o que permite acompanhar com mais precisão o andamento de cada etapa.
Conheça o colaborador
“Acompanhar e conhecer o funcionário também é muito importante, mesmo quando a empresa não realiza o desenvolvimento de competências. O acompanhamento do colaborador permite identificar com facilidade situações de conflito de interesse, pontos de tensão, desmotivação e dificuldades para desempenhar determinadas atividades.
Com isso, é possível observar quando o profissional necessita de ajuda para realizar um projeto, se ele está feliz nesse setor, bem como buscar alternativas que visam aprimorar a equipe juntamente das competências precisas para cada área.
Estipule prazos
Para que o PDI tenha resultados, você precisa estipular prazos equilibrados, que não sejam tão curtos a ponto de dificultar a adaptação à rotina e nem tão longos a ponto de prejudicar a avaliação periódica. Por isso, a empresa define prazos de curto, médio e longo prazo, que podem variar de três meses a um ano.Dessa forma, cada plano pode ter objetivos e tempos diferentes para alcançar.
Avalie o desempenho
Para aumentar as chances de sucesso na implementação do PDI, você precisa estruturá-lo bem, analisando os objetivos da empresa junto com a avaliação de desempenho do colaborador, pois sem a realização desses processos não será possível alcançar bons resultados. A avaliação serve para analisar as competências que cada funcionário precisa, e a partir dos resultados é possível desenvolver ações para melhorar os principais pontos de desempenho.
Conheça as ferramentas utilizadas
Para aplicar o PDI de forma mais eficiente, vale a pena usar ferramentas que ajudam a definir o melhor caminho a seguir. Um desses instrumentos é o 5W2H, que traz perguntas e respostas que auxiliam a obtenção de um planejamento bem direcionado e estratégico. Desse modo, os critérios propostos pelo profissional para condução do autodesenvolvimento estará mais bem estabelecido.
A importância do PDI para as empresas
Em uma empresa, a importância do PDI vai além de resultados satisfatórios. Afinal, essa ferramenta faz com que o colaborador se sinta reconhecido, valorizado e engajado, o que contribui para produtividade, retenção de talentos, além do controle de absenteísmo e turnover.
Ao monitorar o Plano de Desenvolvimento Individual dos colaboradores, a empresa verifica se ele está no caminho certo ou se precisa fazer alguma reavaliação. Fora isso, essa análise permite o aprimoramento do alcance das metas (individuais e da própria empresa).
Qual o passo a passo de um PDI?
Ao colocar em prática um PDI, é possível ver uma maior entrega de resultados, aumentar a performance dos colaboradores, entre muitos outros benefícios. Também vale lembrar que montar um Plano de Desenvolvimento Individual envolve preparação e muito feedback. É um processo que deve ser encarado como uma parceria entre funcionário e gestor, sempre harmonizando as necessidades do profissional às necessidades estratégicas da empresa.
O Plano de Desenvolvimento Individual é uma ferramenta que, de começo, pode parecer um pouco complicado implementá-la. A verdade é que, para gerar resultados, você precisa implantar o PDI de maneira eficiente. Por isso, vamos explicar isso com um simples passo a passo:
PDI Passo #1 Alinhamento líder e liderado
Apesar de ser um plano individual, é fundamental que líderes e liderados sempre façam esse alinhamento. Até porque, as metas precisam estar alinhadas com as metas da empresa, caso contrário, não fará sentido. Os líderes precisam se reunir com seus liderados e colocar na mesa exatamente onde eles estão agora, como estão e onde almejam chegar.
O primeiro passo para é determinar o que seu colaborador busca, onde ele está e aonde quer chegar. Busque identificar quais são as necessidades da empresa e, impreterivelmente, lembre-se de destacar o que seu funcionário realmente gosta de fazer e está disposto a alcançar. Faz questões como:
- Quais oportunidades me interessam na função que exerço?
- O que me motiva no trabalho?
- Onde me vejo no futuro?
PDI Passo #2 Mapeamento técnico e comportamental
O segundo passo é mapear as competências técnicas e comportamentais do profissional. Novamente em conjunto com o líder. Assim, você entende melhor os pontos fortes e fracos do indivíduo e identifica quais pontos ainda precisa desenvolver ou melhorar. Assim como entender se ele é um profissional de carreira Y ou de careira W.
Uma boa prática é fazer e acompanhar uma avaliação de desempenho com seus colaboradores, assim, é mais prático conhecer, entender e mapear as competências de cada profissional. Não se esqueça que é importante mapear as skills e intenções do time em geral, para que assim, todos estejam se desenvolvendo no caminho certo.
PDI Passo #3 Plano de ação
Depois de tudo isso, é hora de entender os desafios e estratégias que vocês vão enfrentar nessa trajetória. Vocês vão definir quais tarefas precisam acontecer para alcançar esse desenvolvimento. Isso vai depender muito dos objetivos do profissional e também dos objetivos que a empresa estabelece para a área dele.
Uma forma interessante de estruturar esse plano, é criar um cronograma que mapeie todo o seu time, e que contenha as metas e especificações do PDI.
PDI Passo #4 Método 70/20/10
Para colocarmos tudo isso em prática, nós usamos (e recomendamos) o método 70/20/10. Ele organiza a rotina e ajuda a dividir as tarefas da seguinte forma:
- 70% do tempo você investe em aprendizagem, na prática;
- 20% do tempo você investe em aprendizagem por meio de interação com a equipe;
- 10% do tempo você investe em aprendizagem formal (livros, cursos, palestras, etc).
PDI Passo #5 Se atingir a meta, a gente dobra a meta
Por fim, quando você atinge a meta, isso não deve ser motivo para desacelerar ou desmotivar. Novos desafios virão e você precisará cumpri-los. O ideal é nunca pensar nas metas como um ponto final, sempre tem como crescer mais e melhorar mais.
Quais os erros comuns cometidos durante o PDI?
Traçar metas e desenvolver habilidades não acontece do dia para a noite. Isso porque é preciso enfrentar desafios para priorizar as competências, e uma escolha errada nesta etapa fazem com que muitos PDI darem problemas. Entre os erros mais comuns, podemos citar:
- pouco ou nenhum comprometimento do colaborador;
- definir metas inatingíveis;
- falta de acompanhamento do trabalhador;
- desprezar o cumprimento das etapas;
- focar apenas nas metas e não planejar a carreira do funcionário..
Como vimos, para que o PDI seja bem feito, você precisa considerar suas boas práticas e agir para alcançar os objetivos. Com o andar do processo e a evolução do colaborador poderá haver a possibilidade da inclusão de um novo desafio, que deverá incrementar o plano.
Assim, diversos fatores podem ajudar no PDI e trazer benefícios tanto para o funcionário quanto para a empresa, proporcionando otimizações individuais, aumentando a satisfação e melhorando a convivência entre a equipe, que se sentem mais qualificadas para contribuir com o crescimento da organização, com trabalho produtivo e saudável.
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