A baixa adesão nem sempre significa desinteresse. O problema pode estar na comunicação, no horário escolhido, no formato da atividade ou até na falta de identificação da equipe com o tema.
O RH planeja tudo, divulga a campanha e prepara cada detalhe. Mas, na hora da ação, quase ninguém aparece. Quando os colaboradores não participam das ações internas, fica a dúvida: o que pode ter dado errado?
Por isso, antes de criar novas campanhas, o ideal é entender o que está dificultando a participação.
Neste artigo, você vai descobrir como o RH pode ajustar suas estratégias para tornar as ações internas mais relevantes e acessíveis, além dos motivos.
Afinal, ninguém quer organizar uma campanha inteira para descobrir que o único participante garantido era o próprio RH, certo? Vamos lá!

O que fazer quando uma ação interna tem baixa adesão?
Quando os colaboradores não participam das ações internas, o primeiro passo é entender o que está dificultando essa participação.
Para isso, o RH pode revisar a comunicação, adaptar o formato das atividades, envolver as lideranças e ouvir as sugestões das equipes.
Pequenos ajustes podem tornar as iniciativas mais acessíveis e interessantes para os profissionais. Confira algumas práticas que ajudam nesse processo.
Revise o formato da ação
Nem toda atividade precisa acontecer presencialmente ou exigir uma hora inteira da agenda dos participantes.
Dependendo do objetivo, formatos mais simples podem funcionar melhor, como:
- Pesquisas rápidas: permitem coletar opiniões sem comprometer muito tempo da rotina;
- Atividades assíncronas: possibilitam a participação em diferentes horários;
- Conversas em equipe: aproximam o tema da realidade de cada setor;
- Conteúdos digitais: facilitam o acesso de profissionais remotos ou distribuídos;
- Dinâmicas curtas: ajudam a integrar a atividade à jornada de trabalho.
Por exemplo, uma campanha de conscientização pode combinar materiais digitais com conversas de poucos minutos conduzidas pelas lideranças.
Assim, a empresa amplia as possibilidades de participação sem depender de um único encontro.
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Escolha melhor o canal de comunicação
A escolha dos canais de comunicação deve considerar os hábitos dos colaboradores.
Enquanto profissionais administrativos podem acompanhar e-mails com frequência, equipes operacionais talvez tenham maior contato com comunicados em aplicativos corporativos ou murais físicos.
Por isso, utilizar o mesmo canal para toda a empresa nem sempre é a melhor estratégia.
O RH pode identificar quais meios fazem parte da rotina de cada público e organizar a divulgação de acordo com essas características.
Além disso, acompanhar as visualizações dos comunicados ajuda a entender se a informação está alcançando as pessoas.
Explique por que a participação importa
Informar apenas a data, o horário e o local de uma atividade não é suficiente para despertar interesse.
O convite também precisa apresentar o objetivo da iniciativa e explicar sua relação com a rotina dos colaboradores.
Em uma pesquisa de clima, por exemplo, é importante esclarecer quais assuntos serão abordados, como as respostas serão utilizadas e quais cuidados serão adotados com as informações coletadas.
Isso ajuda os profissionais a entenderem a finalidade da participação.
A clareza também evita que campanhas internas pareçam atividades sem propósito definido.
Dê espaço para os colaboradores ajudarem a definir as próximas ações
Uma das formas de tornar as iniciativas mais relevantes é envolver os colaboradores no planejamento.
Em vez de definir todas as campanhas sem consultar as equipes, o RH pode criar oportunidades de escuta.
Algumas possibilidades incluem enquetes sobre temas de interesse, formulários de sugestões e conversas com representantes de diferentes setores.
Essa abordagem está alinhada às orientações do CIPD, organização especializada em gestão de pessoas, que destaca a importância de canais de escuta para compreender as necessidades dos profissionais e apoiar decisões organizacionais.
Contudo, ouvir não basta. Também é importante apresentar devolutivas sobre as sugestões recebidas, demonstrando como elas contribuíram para as decisões.
Evite transformar participação em obrigação
Nem toda ação interna precisa alcançar 100% dos colaboradores.
Uma campanha comemorativa, por exemplo, pode não despertar interesse em todas as pessoas. Isso não significa que quem deixou de participar esteja menos comprometido com o trabalho.
Transformar atividades voluntárias em cobranças pode gerar desconforto e prejudicar a percepção sobre futuras iniciativas.
Portanto, o foco pode estar em oferecer oportunidades relevantes e acessíveis.
Em atividades obrigatórias, como determinados treinamentos profissionais, é importante comunicar essa condição desde o início e garantir que os colaboradores tenham condições adequadas para participar.

Por que os colaboradores não participam das ações internas?
A relevância do tema, a divulgação, o horário e a rotina de trabalho podem interferir diretamente na adesão.
Além disso, cada equipe possui necessidades e hábitos diferentes. Uma iniciativa que funciona bem no escritório pode não apresentar o mesmo resultado entre profissionais que atuam em campo ou trabalham em turnos.
Por esse motivo, é importante investigar as possíveis causas antes de interpretar a ausência como falta de interesse ou comprometimento.
A ação não é percebida como relevante
Nem toda campanha desperta o interesse de todos os colaboradores. Isso acontece porque as pessoas possuem necessidades, expectativas e prioridades diferentes.
Imagine uma empresa que organiza uma palestra sobre desenvolvimento de carreira, mas direciona a divulgação de forma genérica, sem explicar como o conteúdo pode contribuir para diferentes funções.
Nesse caso, parte da equipe pode não identificar uma razão para participar.
Para evitar esse problema, o RH precisa conhecer seu público e escolher temas relacionados à realidade dos profissionais. Pesquisas rápidas e conversas com as equipes podem ajudar a identificar assuntos relevantes.
A comunicação não chegou da forma certa
Enviar um comunicado não significa, necessariamente, que a informação chegou ao público.
Um e-mail pode passar despercebido entre outras mensagens. Da mesma forma, um aviso publicado em um canal pouco utilizado dificilmente alcançará todos os profissionais.
Quando o convite não explica claramente a proposta da atividade, o colaborador pode não compreender por que deveria participar.
Portanto, vale avaliar se a divulgação aconteceu com antecedência, utilizou os canais adequados e apresentou informações suficientes.
O horário ou formato dificulta a participação
Uma campanha pode despertar interesse e, ainda assim, apresentar baixa adesão por questões práticas.
Por exemplo, uma atividade presencial realizada durante o expediente administrativo pode excluir profissionais que trabalham no período noturno. Já uma reunião online em horário fixo pode dificultar a participação de equipes operacionais.
O mesmo acontece com colaboradores em trabalho remoto ou híbrido.
Dessa forma, o RH deve considerar a disponibilidade das equipes e buscar formatos compatíveis com diferentes jornadas e modelos de trabalho.
As lideranças não reforçam a iniciativa
As lideranças também influenciam a forma como as equipes percebem as ações internas.
Quando um gestor explica a proposta de uma campanha e demonstra apoio à iniciativa, os colaboradores conseguem compreender melhor sua importância.
Por outro lado, quando a liderança desconhece a atividade ou não organiza a rotina para viabilizar a participação, a ação pode perder prioridade.
Por isso, envolver os gestores desde o planejamento ajuda a alinhar expectativas e identificar possíveis dificuldades operacionais.
Existe excesso de ações internas
Promover muitas campanhas não significa, necessariamente, aumentar o engajamento dos colaboradores.
Quando a empresa divulga atividades constantemente, os profissionais podem ter dificuldade para acompanhar todas as iniciativas.
Além disso, campanhas muito próximas podem competir pela atenção das mesmas pessoas.
Nesse cenário, revisar o calendário interno e priorizar ações com objetivos claros costuma ser mais produtivo do que simplesmente aumentar a quantidade de eventos.
Como medir a participação dos colaboradores nas ações internas?
Para avaliar a participação dos colaboradores nas ações internas, o RH precisa acompanhar indicadores relacionados ao objetivo de cada iniciativa.
O número de presentes é importante, mas não apresenta sozinho um diagnóstico completo.
Uma campanha pode registrar muitas visualizações e poucas inscrições. Outra pode ter um público menor, mas alcançar exatamente a equipe para a qual foi planejada.
Por isso, vale acompanhar diferentes indicadores:
| Indicador | O que permite avaliar |
| Alcance da comunicação | Quantas pessoas receberam ou tiveram acesso à divulgação |
| Visualizações | Quantas pessoas visualizaram o comunicado |
| Inscrições | Quantas demonstraram intenção de participar |
| Presença | Quantas participaram efetivamente |
| Respostas e interações | Como o público respondeu à proposta |
| Participação por equipe | Quais setores tiveram maior ou menor adesão |
| Feedback após a ação | Como os participantes avaliaram a experiência |
Também é possível calcular uma taxa de participação:
Taxa de participação (%) = (número de participantes ÷ público elegível) × 100
Por exemplo, se uma campanha foi direcionada a 200 colaboradores e recebeu 80 participantes, a taxa de participação foi de 40%.
No entanto, esse resultado precisa ser interpretado conforme o contexto. O horário, o público-alvo e o objetivo da campanha influenciam a análise.
Vale lembrar: participação não é sinônimo de engajamento.
Participar de um evento não significa necessariamente que o profissional esteja mais conectado à empresa. Da mesma forma, faltar a uma atividade específica não comprova desinteresse pelo trabalho.
Para compreender o engajamento de forma mais ampla, o RH pode combinar os indicadores das campanhas com pesquisas de clima organizacional, feedbacks e outros instrumentos de escuta.
Quando a baixa participação nas ações internas indica problemas de comunicação?
Quando os colaboradores não participam das ações internas repetidamente, mesmo após ajustes nas iniciativas, pode existir uma dificuldade mais ampla na comunicação da empresa.
Entretanto, uma campanha isolada com pouca adesão não é suficiente para confirmar esse diagnóstico.
O sinal de atenção aparece quando diferentes atividades apresentam problemas semelhantes e as equipes relatam dificuldades para receber ou encontrar informações.
Entre os principais indícios estão:
- Comunicados importantes não chegam a determinados setores;
- Colaboradores desconhecem os canais oficiais da empresa;
- Informações ficam espalhadas em diferentes plataformas;
- Mensagens frequentes dificultam a identificação de prioridades;
- Lideranças transmitem orientações diferentes sobre o mesmo assunto;
- A empresa não possui espaços estruturados para receber feedbacks;
- O RH não consegue identificar quem recebeu ou visualizou comunicados.
Quando esses sinais aparecem de forma recorrente, pode ser necessário revisar a estratégia de comunicação interna.
Isso inclui organizar canais, estabelecer critérios para os comunicados e definir responsabilidades entre RH e lideranças.
Também é importante criar oportunidades de escuta. Afinal, uma comunicação eficiente não depende apenas da transmissão de informações, mas também da possibilidade de diálogo.
O objetivo é construir uma rotina em que os colaboradores saibam onde encontrar orientações, compreendam as iniciativas e tenham espaço para apresentar suas opiniões.
Como a MarQ HR pode ajudar na comunicação com os colaboradores?
Organizar campanhas, divulgar informações e acompanhar a participação das equipes pode se tornar um desafio quando a comunicação acontece em diferentes canais.
Com isso, a tecnologia pode ajudar o RH a estruturar processos e reduzir a dispersão das informações.
A MarQ HR conta com soluções de Comunicação e Cultura que apoiam a conexão entre gestores e colaboradores.
Entre os recursos disponíveis estão:
- Comunicados corporativos: permitem divulgar informações gerais ou direcionadas e acompanhar quem visualizou as mensagens;
- Chat com gestor: oferece um canal para a comunicação profissional entre lideranças e equipes;
- Pesquisas personalizadas: possibilitam criar formulários para coletar opiniões e informações dos colaboradores;
- Pesquisa de clima organizacional: ajuda a identificar percepções sobre diferentes aspectos do ambiente de trabalho;
- Termômetro de Humor: permite acompanhar como os colaboradores relatam estar se sentindo na rotina profissional.
Essas funcionalidades oferecem ao RH mais recursos para organizar a comunicação e compreender as percepções das equipes.
Por exemplo, antes de uma campanha interna, é possível utilizar uma pesquisa personalizada para consultar os colaboradores sobre assuntos de interesse.
Durante a divulgação, os comunicados permitem acompanhar as visualizações. Depois, uma nova pesquisa pode ajudar a coletar avaliações sobre a atividade.
Vale destacar que a tecnologia não substitui a escuta ativa, o planejamento ou o envolvimento das lideranças.
Entretanto, uma estrutura de comunicação mais organizada pode facilitar essas práticas e apoiar decisões sobre futuras iniciativas.
Transforme a baixa participação em oportunidades de melhoria
A baixa adesão às ações internas pode ser o ponto de partida para uma comunicação mais próxima e eficiente. Quando o RH entende as necessidades dos colaboradores e adapta suas iniciativas, cria oportunidades para fortalecer a conexão entre as equipes e a empresa.
Mais do que promover campanhas, o segredo está em ouvir as pessoas, facilitar o acesso às informações e construir uma cultura em que todos tenham espaço para participar.
Para isso, contar com as ferramentas certas faz diferença.

Perguntas frequentes sobre a participação dos colaboradores nas ações internas
Os colaboradores podem deixar de participar por diferentes motivos, como falta de interesse no tema, divulgação inadequada, conflitos de horário ou dificuldades relacionadas ao formato. Por isso, o RH deve investigar as causas antes de concluir que existe falta de comprometimento.
O RH deve escolher temas relevantes, utilizar canais de comunicação adequados e adaptar as atividades à rotina das equipes. Além disso, envolver lideranças e ouvir sugestões dos colaboradores pode ajudar a melhorar o planejamento.
Revise sua proposta, avalie como aconteceu a divulgação e converse com o público-alvo. Com essas informações, o RH pode identificar barreiras e ajustar as próximas iniciativas.
O engajamento depende de diferentes aspectos da experiência profissional, como comunicação clara, reconhecimento, confiança nas lideranças e oportunidades de desenvolvimento. Portanto, ações internas podem contribuir para essa construção, mas não substituem uma estratégia contínua de gestão de pessoas.
O RH deve comparar os resultados com os objetivos definidos antes da campanha. Indicadores como alcance, presença, respostas e feedbacks ajudam nessa avaliação. Uma iniciativa pode ser bem-sucedida mesmo sem participação total, desde que alcance o público desejado e cumpra sua finalidade.